Wednesday, August 08, 2007

Sunday, January 07, 2007

O romance Os Ilhados (170pp)

As ilhas são paradigmas fixos que nos mostram até onde foram os limites da civilização. Serviram aos navegadores, tais como estrelas, de marcos que guiavam as conquistas.
Todas bem denominadas, são as traves do oceano.

Tuesday, December 26, 2006

UM DOS CAPÍTULOS DE OS ILHADOS de Naomi York

As ilhas agrupadas em um casco de tartaruga
Poderiam as ilhas serem desabitadas? Pedaços de terra que não chegaram a procriar seu próprio casal inicial: Adão e Eva, ou terá sido esquecida a macieira de despertar: a Árvore do Conhecimento? Onde em lugar, terá sobrado apenas raízes ou comida velha esquecida pelos participantes de algum ritual primitivo e trágico do qual não sobrou nenhum participante, muito menos descendentes.
Que segredos guardariam estes pequenos pedaços de terras isoladas?
Cogitava Marcos Alberto, o caiçara, confuso de como poderia haver mais movimento, mais vida em uma ilha do que em um extenso país, fundamentado nas que assistia pela televisão: Inglaterra, Japão, Madagascar, arquipélago das Antilhas, Cuba, Taiwan, Nova York, as ambicionadas Malvinas, arquipélago mediterrâneo. Todas ilhas de Patmos descobertas que não puderam ser esquecidas, ao contrário, deram o tempero que faltava às enormes expansões continentais.
Anos mais tarde, o homem encontra o espelho estilhaçado das Antilhas: o arquipélago afastando-se autonomamente da gargantinha que é a América Central formando outra música. Ilhas fugindo destas antigas cordinhas que amarraram a civilização da América do Norte à da América Latina são como sentidas notas musicais escutadas ao longe.
A América Central como um pano sendo retorcido e que ficará enxuto desta ânsia da fraqueza humana insaciável por extensas terras. Pano que limpou o chão de colonizações desconhecidas, misteriosas e antigas, sendo torcido ligando a cabeça, o Norte da América e coração, pulmão, o Sul da América. Desta compressão do pano, o oceano se despreende e igualmente sua água barrenta que vasou até outras terras longínquas.
A profundidade do oceano é o aguaceiro com a intenção de lavar, amolecer o que endureceu. Endurecido: a terra.
O homem se vê dividido diante do mistério. Por quê tanta água?
O que fazer se debaixo dela foi tudo transformado por ela, tudo ficou mole e a terra (outrora, nossa esperança) desintegrada?
A terra separada do mar foi ficando cada vez mais seca até que estendeu-se o sertão com cactos levantando do fundo da terra. Este antipático fruto da secura, coroa de espinho da vida quase impossível de dar flor depois de tanto castigo que o fruto sofreu.
O homem não agüenta a divisão entre terra e água e não sabe como misturá-la. Vive no deserto por teimosia. Experimenta pôr um pouquinho de água na terra mas ela logo suga, endurece seca. Qual a vantagem!?
Onde havia água, tudo era mole. Até o chão, quando se colocava os pés nele, não era firme.
As Antilhas, ilhas caribenhas espalhadas são pedaços sólidos que não cederam ao mergulho e sobretudo, sustentaram a humildade da intenção de poder ser apenas o que são. Distantes e independentes em credo e cor.
Antilhas, um dia, vão se unir para virar uma nova terra, um continente único e escolherão um nome novo pois conforme este, são debilmente, “contra ilhas”.
Cuba, tradução em português: tonel. assim foi cumprida a profecia de Jesus Cristo de que "os vinhos velhos deveriam ser postos em odres novos"; o odre velho fora trocado pelo comunismo raivoso e emergente porFidel Castro com suas posições inovadoras.
O tonel onde o vinho horizontalmente aguarda na adega na mesma posição que o charuto que sempre deve estar deitado para saciar o homem (talvez aceso, poluindo e enfeitiçando toda a consciência americana), no entanto, deitado no meio do mar, se conserva apagado, cerceado pelas forças das águas. Da pureza.
A posição horizontal da ilha cubana apresenta o homem auxiliando a Psiquê a incluir-se no horizonte, misturando e aceitando pretos e brancos.
Influenciados pelo jovem médico Guevara que foi da medicina à política, teremos que caminhar da política ao domínio da realidade.
Foi então que um general como Fidel Castro decidiu-se a poetizar uma dessas ilhas (de tamanho quase suficiente para competir economicamente com certos países), firmando uma posição um tanto pesada para uma ilha, impondo-se o sonho megalomaníaco de um louco ali. Um grande presidente branco em meio à liberdade dos negros, o qual participa de preocupações universais porém nas quais, o seu pequeno povo não tem voz. O sonho de um estudante que ultrapassou as fronteiras.
O rei nu quer reinar para sempre em uma praia, não que reinar esteja acima de tudo mas com certeza, é o mais pomposo tom. Contudo, esta realeza do exército não veste a todos, levando apenas o ser masculino a conscientizar-se sobre as obrigações que o mesmo pode escolher: as de seguir uma carreira no exército ou de comprometer-se profissional e socialmente com o progresso.
Ele é o poderoso chefão tocando em um piano as pequenas teclas negras espremidas entre as maiores brancas. Com seu shorts, sem camisa e frito que nem camarão, perdido no meio de uma bela praia.
Deslocado politicamente no geo-mundo e considerado um tanto mafioso, este homem maciço, uma estátua de gesso pelas barbas do profeta!, lidera aos que nem são seus semelhantes. (Então não lidera, pratica a lavagem mental!) Tentando impor um misticismo temeroso onde impera o ato naturalista vindo do canibal antropofágico. O presidente olha para as ruas entre habitantes e prédios, pondera em quanto isso tudo (uma ilha) é algo que não cabe em suas mãos mas que assim mesmo, o representa bem com um ar de velha Itália um tanto rebelde que se refez à sombra da Flórida.
A grande descoberta de todos os tempos: a América. Os negros atravessariam o oceano mas já tinham os olhos anuviados pela ignorância de não reconhecer porque queriam tanto levá-los para a Nova Terra e titubeavam sem saber se a encontrariam. Assim, eram convidados para partir deixando a desértica África de seu domínio para ir ao vasto continente que ainda teria de ser conquistado de ponta a ponta.
O mar e suas ondas sempre lhes taparam a visão do que estaria do outro lado além da costa africana, se é que havia algum outro lado firme para estes africanos.
Nas Antilhas com o mar continuando seu caminho batendo sobre a costa, sem nada a declarar a não ser sempre o mesmo barulho que cai sobre a terra pois não pode se levantar para ter forma. É só a eterna lavagem recaindo sobre os continentes indiferente de o ser humano aqui ter virado negro.
Eles vinham mas da viagem longa, não traziam nenhuma lembrança a não ser a de estarem juntos com os seus, amontoados no navio e sem saber a língua com a qual deveriam afirmar. Então, o silêncio já começava na viagem, causado pelo fato de não conhecerem a nova língua que um dia iria modificá-los e reuni-los.
O homem que mandou chamá-los continua de pé, com o braço-de-ferro governa a maior das ilhas bem na entrada do arquipélago e logo ali, os cubanos têm como base cultural o enredamento negro através das décadas sem a possibilidade de um verdadeiro auto-criticismo construtivo por causa deste estranho controle político autoritário.
Os segmentos das Antilhas não formam um desenho. Não remontam ao antigo espelho humano. No estreito estilhaço de espelho, se vê um único olho, um olhar, buracos do nariz ou um lábio cerrado, as madeixas das cabeleiras e estes espectros esperam as visitas turísticas, pois é certa a animação em encontrar um pouco de terra entre tanta água e calor, podendo ficar para se divertir por lá.
Os corpos negros procuravam a sua libertação e puderam se movimentar em rituais fantásticos onde homens se assemelhavam às mulheres pois não era uma guerra, mas o reencontro, a aproximação. Foram os negros que conheceram a libertação. São antigas almas procurando viver ao lado da vida selvagem.
Arquipélago, espelho que não mostra porque o homem maçudo branco, apenas por ser maior fisicamente, é capaz de dominar aos outros. Os dominados ilhados podem não estar nitidamente refletidos neste espelho estilhaçado do arquipélago mas são visíveis na cor difusa sem feições causada pela miopia vista no fragmento de espelho no qual tampouco conseguem localizar a divisão entre pupilas e íris negras.
Ninguém pode enxergar a face íntegra em um espelho estilhaçado, no entanto, o homem tem ganas de olhar para testar o que vê. Tentar ver se os negros estão chegando, ou estão indo. O que enxerga é um pedaço não de si mesmo mas de algo que está atrás de si, um pedaço de edifício, a lateral do carro de polícia, ou o tempo novamente se fechando e então, os homens correndo deixando as lascas do espelho irem-se sobre as águas em uma leve oscilação pelas calhas. Por onde vão cascos de garrafas quebradas também.
Tudo escureceu como se fosse o céu a se fechar mostrando o seu fim e a cair em grandes gotas a fim de molhar esta terra, a qual então dará frutos mas estes dificilmente vão logo para as mãos negras, das quais as palmas aclaradas foram lavadas suavemente pela chuva para pegar o fruto.
As lâminas do espelho são capazes de cortar a mão de quem se atrever a levantar os cacos do chão. Azar! Azar é o que traz um espelho quebrado aonde não se pode mais apreciar a imagem concreta que se admirava antes. Como se o homem por impulso, estivesse tentado a pegar o estilhaço especular ainda que com o risco de machucar a palma aonde já se encontram os fundos vincos considerados as marcas do destino traçados por uma força superior. Querem o espelho para admirar o seu cabelo crioulo.
Das linhas da palma da mão, a quiromante nos diz: “você vai ter quatro, cinco, seis, sete filhos, ou, morrer cedo, ou ainda, sofrer um acidente, ganhar uma herança...” Segundo sua profecia, todos irão morrer cedo demais pois a leitora de mãos ainda não aprendeu muito bem este santo ofício da leitura que por isso, tornou-se perigoso.
Quando partes quebradas dos cristais são os próprios negros ainda esperançosos de conseguir fazer nova imagem no continente, seja sendo líderes religiosos ou músicos fantásticos muito famosos. O continente central americano diminuiu-se muito para que o homem sentisse mais o próprio peso, como no caso de Fidel Castro, ou a dependência quanto ao número para que possam juntos ser um exército, desta vez, não para se ganhar terras propriamente mas sim, para que não sejam destruídos. Tornou-se uma ponte rochosa, de difícil travessia.

próximo capitulo Antônio K., o seu velho amigo, volta com uma surpresa para ele

Tuesday, November 21, 2006

“Eis mais uma produção literária independente brasileira, Os Ilhados de Naomi York, (170p) 2005 Ed. Scortecci – SP.
OS ILHADOS de Naomi York
Partindo do velho enigma do que faríamos a sós em uma ilha deserta, a autora Naomi York apresenta as reações do personagem Marcos Alberto frente a esta charada: “O que fazer diante da ilha deserta?” Este é um romance para uma análise dos paradigmas fixos, enquanto ainda assim, o são. Não somente uma ilha defronte do continente extenso é um paralelo limitante, como da mesma forma, as filosofias que sobrepuseram-se acima das mesmas, - “em cada cabeça, uma sentença” declara o velho provérbio -, e também, em cada ilha, uma filosofia política. A pompa monárquica inglesa tentando dominar o mundo de seu ponto estratégico, sem crêr em livres concorrências. O Japão dando golpes fatais até que se afastasse do continente-máter. A suspeitosa Cuba, acendendo o fogo de grossos charutos de folhas velhas, os quais somente grandes e energéticas ondas serão capazes de apagá-los.
E outras ilhas mais, ápices tão inatingíveis nas quais o personagem central de Os Ilhados, o pernambucano Marcos Alberto se espantará. (se tornaria incompreensível de entender quais mitos dominam a violenta ilha Sicília...) “Esquecido de brincar em seu labirinto, o Minotauro pensa ser uma sereia, pois finalmente chegou à beira-mar. Perdeu-se do labirinto e encontrando a linha que Ariadne deu ao irmão, deu com Penélope ainda segurando o manto que cerzia para o seu marido, mas que servia, na verdade, para cobrir a sua nudez feminina e quem sabe, a do próprio Minotauro (...)” (Os Ilhados, p.48)
Se Os Ilhados de Naomi York não for a nova Ilha do Tesouro de Louis Stevenson (1850-1894), é porque já estamos depauperados de tesouros materiais, e então precisamos dar a volta de barco, que seja!, para compreender através de novos romances, as ilhas, os ilhados do mundo moderno com o qual nos deparamos. As ilhas e suas riquezas já estão descobertas, vamos meditar juntos sobre o destino das tais.
“O MAR SÓ É BOM SE NOS PERDOAR. Depois veio o mar; na intenção de afogar, morreu afogado. No fundo do mar, somente ali, a vida renasceu. A vida que é esta força incontrolável de origem desconhecida, mas persistente o suficiente para ganhar uma forma única que sempre se repete compassadamente. (Os Ilhados, p.132 )” ”

à venda em São Paulo, ou em contato com a autora via Internet:
www.livrariadaesquina.com.br
www.livrariadavila.com.br

Blog de Naomi York em inglês, textos sobre a decadência do enfoque islâmico do Oriente
http://new-faith.blogspot.com (in English)

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Literatura
De novos autores
por César Freitas
09-10-2006 recensão de Os Ilhados, de Naomi York

As ilhas humanas ou a perscrutação da identidade
Imerso numa sociedade despojada de valores espirituais, Marcos Alberto, um pernambucano de meia-idade, sente-se um ilhado entre aqueles que o rodeiam. Instigado por um anelo de indagação e reconstituição da sua identidade, navega incessantemente por um mar de sonhos que circunda a ilha avistada de sua casa, misteriosa imagem matizada de terra, mar e céu, tonalidades usadas pelo narrador para figurar os anseios desta personagem.
Num texto em que a voz do narrador se sobrepõe ao pensamento do protagonista, a ilha - com as suas palmeiras e os imaginados nativos apenas divisados sob forma de silhueta -, entidade material, sedutora, mística quase, infunde continuamente a Marcos Alberto a fantasia, a insatisfação, a busca da novidade, em flagrante contraste com as ilhas fomentadas pelo mundo contemporâneo, espaços que não se definem no domínio geográfico mas antes político e religioso, habitados por seres humanos mergulhados numa vida exígua de materialismo e cegueira espiritual.
Composta por elementos antitéticos mas que se complementam - terra (conotada com a secura) e água (identificada com a vida) -, esta ilha, de início humanizada pela comparação com um gigante prostrado nas águas do oceano, metaforiza os contrastes que conformam o próprio ser humano: "Às vezes, ele mesmo é a ilha com a qual precisa se encontrar" (p.20). Com efeito, assim como a ilha se estrutura em dicotomias como terra/ mar ou terra/ céu, o ser humano é determinado pela divisão interior, espelho estilhaçado como as peças de um puzzle à espera de ser reconstruído.
Em Os ilhados, a alteridade e a dificuldade de comunicação que acomete o sujeito (tema recorrente na literatura contemporânea, colocando a identidade do sujeito em conexão com o próprio espaço - leia-se, por exemplo, "Os Comboios que vão para Antuérpia", conto de Herberto Hélder, in Os passos em volta. Lisboa: Portugália, 1963), reverte numa incitação à compreensão do desconhecido, ao conhecimento do outro, do frágil negro, do índio genuíno, e a uma comunhão com a natureza intacta e um diálogo aberto entre as diferentes culturas. Divergindo das restantes personagens, resignadas a uma vida rotineira, o protagonista entrega-se a uma infinda perscrutação do Absoluto, do Homem Ideal, posto que tanto os deuses da antiguidade greco-latina como o próprio D-us foram substituídos por meros rostos da TV, das artes, do desporto.
Subjugado pela fantasia de visitar a sua ilha, entregando-se a uma constante meditação em frente ao mar, Marcos Alberto instaura na sua vida uma poética do silêncio que estimula a imaginação e a liberdade. Ansiando partir em direcção à ínsula misteriosa, e na sua solidão conservar o espírito crítico que o desenleia dos ideais emanados pela sociedade, manifesta a "vontade imensa de abandonar o barco da civilização para ser um ilhado tão solitário e firme quanto a ilha" (p.166). No entanto, ciente de que encontrar a ilha é, antes de mais, encontrar-se, como se um lampejo de lucidez quebrasse o feitiço que o sujeita, Marcos Alberto acaba por renunciar ao seu projecto de alcançar a ansiada ínsula para se entregar ao amor que nutre pela família. Curiosamente, num exercício de correspondência que contrapesa a sua resignação, atribui a Solanginha, sua filha, o fascínio das palmeiras que ondulam ao vento e considera Cremilda, sua afectuosa mulher, a ilha que o aguarda diariamente.
De forma significativa, após voltar as costas à ilha, Marcos Alberto experimenta um enigmático impulso para entrar num edifício branco, onde se extasia perante "paisagens de mar e praias iluminadas pelas forças dos céus" (p.170). Arrebatado por estas imagens, fá-lo, no entanto, num museu, como se correspondesse a uma paixão transcorrida, a uma memória da ilha que agora poderia perpetuar através da contemplação dos quadros, sem incorrer em perigos nem se distanciar da família.
Com uma sintaxe da diegese que de certa forma corresponde aos antagonismos civilizacionais, este romance estrutura-se em dois níveis narrativos concernentes à alternância entre a história ficcional de Marcos Alberto e a focalização eminentemente crítica do narrador. Deste modo, apresentando uma modalidade de enunciação que se reparte entre o idealismo de Marcos Alberto e os excursos ideológicos do narrador, esta obra proporciona ao leitor uma construção narrativa de ficção que equaciona algumas das mais prementes inquietações humanas perante a célere e irrefreável mutação da nossa sociedade.
Analisando a acção dos principais intervenientes no xadrez político da actualidade, Naomi York carrila para este seu romance inaugural múltiplas reflexões, através de uma incursão pela História que parte dos gregos e romanos, passando pelos descobridores portugueses, pela influência geopolítica de ilhas como a Inglaterra, o Japão ou Cuba, e o crescente conflito político-religioso no Médio-Oriente, com particular relevo para a situação de Israel¬. Como se de um jogo de cartas se tratasse, expõe abertamente os jogadores que misturam e repartem o baralho: "Este mundo não é uma experiência, é antes um jogo de cartas abertas, uma a uma" (p.32-3). Assim, para participar neste jogo, é necessário conhecer as regras, dominar os códigos político, religioso, filosófico, histórico...
Apesar das dualidades que estruturam tanto a ilha quanto o ser humano, em Os ilhados, protagonista e narrador complementam-se na demanda do conhecimento e da verdade por entre os elementos definidores da ilha (mar, terra, céu, sonho), pensamento que perpassa, entre outros, a obra de Sophia Mello Breyner Andresen, por exemplo no poema "As Ilhas - V": "Ali vimos a veemência do visível / O aparecer total exposto inteiro / E aquilo que nem sequer ousáramos sonhar / Era o verdadeiro" (Navegação. Lisboa: IN-CM, 1983).
Escritora atenta às tensões mundiais - enunciadas com argúcia e criatividade em pequenas narrativas ficcionais divulgadas online
http://new-faith.blogspot.com - Naomi York, pseudónimo de Cíntia Caracushansky, nasceu em São Paulo em 1972. Cursou AAS em Ilustração em Nova York, na Parsons School of Design, em 1992, e estudou Letras, com especialização em tradução do Espanhol, na PUC de São Paulo entre 1996 e 2000.
Naomi YORK - Os ilhados. São Paulo: Scortecci, 2005. 170 páginas.

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