Tuesday, November 21, 2006

“Eis mais uma produção literária independente brasileira, Os Ilhados de Naomi York, (170p) 2005 Ed. Scortecci – SP.
OS ILHADOS de Naomi York
Partindo do velho enigma do que faríamos a sós em uma ilha deserta, a autora Naomi York apresenta as reações do personagem Marcos Alberto frente a esta charada: “O que fazer diante da ilha deserta?” Este é um romance para uma análise dos paradigmas fixos, enquanto ainda assim, o são. Não somente uma ilha defronte do continente extenso é um paralelo limitante, como da mesma forma, as filosofias que sobrepuseram-se acima das mesmas, - “em cada cabeça, uma sentença” declara o velho provérbio -, e também, em cada ilha, uma filosofia política. A pompa monárquica inglesa tentando dominar o mundo de seu ponto estratégico, sem crêr em livres concorrências. O Japão dando golpes fatais até que se afastasse do continente-máter. A suspeitosa Cuba, acendendo o fogo de grossos charutos de folhas velhas, os quais somente grandes e energéticas ondas serão capazes de apagá-los.
E outras ilhas mais, ápices tão inatingíveis nas quais o personagem central de Os Ilhados, o pernambucano Marcos Alberto se espantará. (se tornaria incompreensível de entender quais mitos dominam a violenta ilha Sicília...) “Esquecido de brincar em seu labirinto, o Minotauro pensa ser uma sereia, pois finalmente chegou à beira-mar. Perdeu-se do labirinto e encontrando a linha que Ariadne deu ao irmão, deu com Penélope ainda segurando o manto que cerzia para o seu marido, mas que servia, na verdade, para cobrir a sua nudez feminina e quem sabe, a do próprio Minotauro (...)” (Os Ilhados, p.48)
Se Os Ilhados de Naomi York não for a nova Ilha do Tesouro de Louis Stevenson (1850-1894), é porque já estamos depauperados de tesouros materiais, e então precisamos dar a volta de barco, que seja!, para compreender através de novos romances, as ilhas, os ilhados do mundo moderno com o qual nos deparamos. As ilhas e suas riquezas já estão descobertas, vamos meditar juntos sobre o destino das tais.
“O MAR SÓ É BOM SE NOS PERDOAR. Depois veio o mar; na intenção de afogar, morreu afogado. No fundo do mar, somente ali, a vida renasceu. A vida que é esta força incontrolável de origem desconhecida, mas persistente o suficiente para ganhar uma forma única que sempre se repete compassadamente. (Os Ilhados, p.132 )” ”

à venda em São Paulo, ou em contato com a autora via Internet:
www.livrariadaesquina.com.br
www.livrariadavila.com.br

Blog de Naomi York em inglês, textos sobre a decadência do enfoque islâmico do Oriente
http://new-faith.blogspot.com (in English)

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